Como criar uma gestão de Facilities sustentável na empresa

Como criar uma gestão de Facilities sustentável na empresa

O que o Facilities Manager pode fazer para trazer retorno financeiro e produtividade usando
indicadores de sustentabilidade

Por Francine Vaz

Você sabia que passa 90% do seu tempo dentro de edifícios? E que não é durante a construção
que a maior quantidade de recursos (água, energia, materiais) são utilizados, e sim durante a
operação e manutenção dos prédios? Sabia que quanto mais saudável for o seu ambiente de
trabalho, mais produtivo você será? Ao nos darmos conta dessas informações, percebemos a
importância da gestão de Facilities na nossa vida e dentro das empresas.

Quando consideramos o ciclo de vida estimado de 50 anos de uma edificação, cerca de 80-90%
das emissões de gases de efeito estufa acontecem na operação do prédio. A geração de
resíduos num prédio comercial pode chegar a meio kilo por pessoa por dia, o que representa
130kg de resíduo por pessoa por ano! Com relação a água, gastamos 8.000 litros de água por
pessoa por ano nas edificações comerciais! Esses números são impressionantes, mas a boa
notícia é que podemos trabalhar para melhorar muito esses indicadores com pequenas ações.

Agora, o que o Facilities Manager tem a ver com a produtividade da sua equipe? Tudo!

Diversas pesquisas vêm mostrando que ao aumentar o bem-estar dos colaboradores, há um
incremento na sua produtividade, redução de absenteísmo, entre outros indicadores positivos.
Oito estudos de organizações diferentes incluindo Harvard Business Review, World Economic
Forum e American Journal of Health Promotion, mostraram um retorno do investimento em
programas de bem-estar entre 144% e 3.000%*.

Diante dessas informações, podemos concluir que monitorar indicadores de sustentabilidade é
uma tarefa muito importante dentro da vida de um profissional de facilities. Porém, essa
prática ainda não é difundida o suficiente dentro das empresas.

Para saber como esse assunto vem sendo tratado, realizei uma pesquisa com empresas do Rio
de Janeiro e São Paulo. Responderam ao questionário 41 pessoas que trabalham na área de
Facilities Management em lugares diferentes.

Quando perguntadas se a empresa possuía diretrizes de sustentabilidade para sua área, 61%
afirmou que sim, mas 39% disseram que não. Um número bem alto se pensarmos que esse
assunto não é novidade e já vem sendo discutido há bastante tempo no mundo empresarial.

Com relação aos indicadores utilizados**, podemos ver na Figura 1 que o mais usado é a
gestão de resíduos (que é obrigatória por lei, por isso, nada de novo aí) seguido pelo
acompanhamento do consumo de energia e depois pelo consumo de água. Veja bem, isso não
quer dizer que existe um programa para redução de consumo, mas sim que esse indicador é
acompanhado.

Quando perguntadas sobre diretrizes relacionadas com o bem-estar dos funcionários, como
política de limpeza verde, pesquisa de conforto térmico e mobilidade, vemos que poucas
empresas monitoram algum indicador (Figura 1).
empresas monitoram algum indicador (Figura 1).

O que o Facilities Manager pode fazer para trazer retorno financeiro e produtividade usando
indicadores de sustentabilidade
Por Francine Vaz

Você sabia que passa 90% do seu tempo dentro de edifícios? E que não é durante a construção
que a maior quantidade de recursos (água, energia, materiais) são utilizados, e sim durante a
operação e manutenção dos prédios? Sabia que quanto mais saudável for o seu ambiente de
trabalho, mais produtivo você será? Ao nos darmos conta dessas informações, percebemos a
importância da gestão de Facilities na nossa vida e dentro das empresas.

Quando consideramos o ciclo de vida estimado de 50 anos de uma edificação, cerca de 80-90%
das emissões de gases de efeito estufa acontecem na operação do prédio. A geração de
resíduos num prédio comercial pode chegar a meio kilo por pessoa por dia, o que representa
130kg de resíduo por pessoa por ano! Com relação a água, gastamos 8.000 litros de água por
pessoa por ano nas edificações comerciais! Esses números são impressionantes, mas a boa
notícia é que podemos trabalhar para melhorar muito esses indicadores com pequenas ações.

Agora, o que o Facilities Manager tem a ver com a produtividade da sua equipe? Tudo!

Diversas pesquisas vêm mostrando que ao aumentar o bem-estar dos colaboradores, há um
incremento na sua produtividade, redução de absenteísmo, entre outros indicadores positivos.
Oito estudos de organizações diferentes incluindo Harvard Business Review, World Economic
Forum e American Journal of Health Promotion, mostraram um retorno do investimento em
programas de bem-estar entre 144% e 3.000%*.

Diante dessas informações, podemos concluir que monitorar indicadores de sustentabilidade é
uma tarefa muito importante dentro da vida de um profissional de facilities. Porém, essa
prática ainda não é difundida o suficiente dentro das empresas.

Para saber como esse assunto vem sendo tratado, realizei uma pesquisa com empresas do Rio
de Janeiro e São Paulo. Responderam ao questionário 41 pessoas que trabalham na área de
Facilities Management em lugares diferentes.

Quando perguntadas se a empresa possuía diretrizes de sustentabilidade para sua área, 61%
afirmou que sim, mas 39% disseram que não. Um número bem alto se pensarmos que esse
assunto não é novidade e já vem sendo discutido há bastante tempo no mundo empresarial.

Com relação aos indicadores utilizados**, podemos ver na Figura 1 que o mais usado é a
gestão de resíduos (que é obrigatória por lei, por isso, nada de novo aí) seguido pelo
acompanhamento do consumo de energia e depois pelo consumo de água. Veja bem, isso não
quer dizer que existe um programa para redução de consumo, mas sim que esse indicador é
acompanhado.

Quando perguntadas sobre diretrizes relacionadas com o bem-estar dos funcionários, como
política de limpeza verde, pesquisa de conforto térmico e mobilidade, vemos que poucas
empresas monitoram algum indicador (Figura 1).
empresas monitoram algum indicador (Figura 1).

Fev

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Setor de óleo e gás expressa otimismo diante de ascensão de carros elétricos

Setor de óleo e gás expressa otimismo diante de ascensão de carros elétricos

Carros elétricos já são uma realidade crescente: a frota mundial de veículos do tipo chegou a 3,2 milhões de unidades no início de 2018, o que mostra um aumento de mais de 50% em relação ao ano anterior. Mas, à primeira vista, o que pode sugerir um abalo na indústria de óleo e gás, na verdade, tem sido motivo de otimismo para empresas do ramo.

Segundo o Sky Scenario, estudo realizado pela Shell e divulgado em agosto deste ano, a perspectiva é de crescimento nas vendas de carros elétricos. O levantamento aponta que, em 2030, esse será o principal modelo de veículo no mercado. A projeção indica ainda que cerca de 60% dos quilômetros rodados pelos carros serão percorridos com energia elétrica até 2080, o dobro previsto para 2020.

Aparentemente alarmante para o setor de óleo e gás, o cenário na verdade é de oportunidade. Para a Shell, por exemplo, a transição energética é algo bom para o Brasil. Em primeiro lugar, a companhia afirma que serão necessárias todas as fontes para equilibrar oferta e demanda. A transição energética se coloca, portanto, como um caminho para que empresas de óleo e gás se debrucem em pesquisas para investir em novas fontes de energia.

Demanda por petróleo deve crescer

Há representantes que defendem um ponto de vista ainda mais confortável para o setor. Em entrevista à Associated France Press em 2017, o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que a ascensão dos carros elétricos não significa necessariamente o fim da demanda de petróleo. Para ele, o combustível ainda será usado em navios, aviões e caminhões.

Países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) também estimam que a commodity continuará relevante no mercado internacional nos próximos anos. O relatório anual da entidade aponta que o consumo de petróleo deve saltar de 100 milhões de barris por dia, quantia obtida atualmente, para 112 milhões em 2040. A demanda por energia renovável também deve crescer até o mesmo ano, porém, estará em apenas 20% do consumo geral.

Créditos:
Além da Superfície LinkedIn
http://www.alemdasuperficie.org/

Fev

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